Diário: A tour “Call The Police 2019” foi sensacional!

É impressionante. Toda vez que estamos pra fazer essa tour, eu, Andy Summers e João Barone, volta um certo nervosismo gostoso. O fato de ficarmos quase 1 ano sem fazer shows juntos, nos dá aquela sensação de frescor e então a sensação de “vai começar tudo de novo”, aumenta a cada dia que chega perto da data de chegada do Andy no Brasil. Eu intensifico as aulas de inglês, terapia, compro novos equipamentos, estudo sozinho novas possíveis músicas que eu e Barone gostamos de ensaiar, mesmo que não entrem no repertório.
Dessa vez a tour é: 26,27,28/08 ensaios no estúdio do Dado Villa-Lobos (ele apareceu por lá no terceiro dia ) e início no Rio de Janeiro em 29/08/19 no Teatro Oi Casagrande, o mesmo que fizemos em 2014. Depois a sequência será de tacad . Curitiba PR dia 30/08 no Teatro Positivo, Porto Alegre RS dia 31/08 no Bar Opinião, São Paulo SP dia 01/09 no Autódromo de Interlagos, no Festival 2 Rodas. Aí partimos pra fora do Brasil. Dia 02/09 show em Montevidéu, Uruguai, no La Trastienda. Aí deixamos o avião que o comandante Elói – dono da Helisul – deixou a nossa disposição mais uma vez (jato em 2017 e 2018, quando fizemos 16 shows no Brasil, além de Argentina, Chile e Paraguai) um avião turbo hélice, maravilhoso pra rodarmos o Brasil até o Uruguai. Lá em Montevidéu, dia 02/09, começaremos a viajar em avião comercial. E dia 03/09 vamos para Lima, no Peru, tocar no Santa Ursula. Dia 04/09 partimos de avião comercial para o Chile, repetir a dose no excelente Teatro Caupolican, onde fizemos um show maravilhoso numa terça-feira. Agora será sexta. Esperamos abarrotar o teatro que já havia lotado numa terça em 2018. Expectativa máxima para os shows no Uruguai (minha primeira vez), Peru (minha primeira vez) e Chile. Vendendo muito bem. No final, o avião particular nos pegará no Chile e vamos voltar nesse belo avião, virados, para o último show, em Tubarão SC, no Hangar, dia 07/09.
Bem, Andy chegou ao Brasil. Eu havia feito dois shows no evento esportivo X Terra dias 24 e 25/08 em Itaipava, Petrópolis. Com meus “ Lenhadores” Gustavo Camardella e Lucas Frainer. E foram sensacionais. Num lugar o maior visual, com montanhas em volta. Produção sempre impecável. Voltamos pro RJ então dia 25/08 cedo. Fiz a mala, vi jogo do Flamengo na TV, arrumei mala e tudo o que precisava de equipamentos já deixei separado, além de roupas e inalador, pois dá pra levar tudo até o Uruguai. Fiz uma mochila também, pra quando formos viajar de avião comercial, otimizar e levar pouca coisa. Ou seja, preparei a viagem em 2 partes. Dia seguinte ensaio e jantar depois, na casa do nosso médico Gustavo Gouvea e sua esposa Aline. Falei com Andy ao telefone também, no domingo.
Um aparte: comprei outro Sting Bass Signature e 4 pedais + afinadores + 10 cabos e tomadas, imprimi letras caso o teleprompter dê problemas. E ao mesmo tempo fiz dois ensaios com Barone, no estúdio dele, onde passamos varios lados Bs e As, como “One World”, “ When The World Is Running Down”, “ Voices Inside My Head”, “ Man in a Suitcase”, “Murder By Numbers”, “ Hole in My Life”, “Next to You”, “Truth Hits With Everybody”, “Driven To Tears”, “Invisible Sun”, “Tea in Sahara”, “Don’t Stand So Close to Me”, Demolition Man” e a principal e mais difícil – que acabou entrando no show e virou um grande momento: “The Beds to Big Without You”, com uma Jam Session insuperável. Os sucessos passamos também, mas esses já sabemos das outras tours. Inventamos uns improvisos com Andy também nos ensaios. Então, “Roxanne“, “Every Little Thing She Does is Magic”, “So Lonely”, “Every Breath You Take“, “Message In a Bottle”, “Can’t Stand Losing You”, “King Of Pain”, “ De do do do De da da da”, “Walking on The Moon” e “Synchronicity II”.
Chegou segunda-feira. 26/08/19. Nos encontramos no ensaio as 14:30. E já saímos tocando todas as combinadas por e-mail previamente, antes de testar algo mais. Já ficou muito bom, e tiramos o “Invisible Sun”, pra entrar o “Bed’s Too Big Without You”. Depois de divertidas 3 horas de ensaio, fomos jantar. Foi uma noite maravilhosa até 1 da manhã. Terça-feira, as 14:00 estávamos lá de novo pra ensaiar, e quarta a mesma coisa. Aí ficou redondo! Tudo ok!
Estreia: Rio de Janeiro 29/08
Acordei 11:30. Chegamos pra passar o som as 17:30 e ensaiamos algumas. Som impecável com Leo Garrido (Paralamas e que trabalhou junto comigo em 86,87 com Front e Leo Jaime). Pedro Antunes, grande “ Paralama” que cuida das coisas do Barone já há anos. Renato Costa (produção e teleprompter), Dennis Smith (produtor pessoal de tudo do Andy, parte técnica toda. E que gentilmente me deu de presente um Ocean Pedal que trouxe de LA. Fiquei emocionado. Muito generoso). Mauro Bianchi, meu amigo e técnico de PA de muitos artistas, fez o monitor, me ajudando na montagem dos pedais também, trocou cordas de baixo, organizou tudo. E Luiz Paulo Assunção na coordenação de toda a turnê, mais uma vez. Ficamos no camarim até as 21hs, quando começou o show. Fernando Magalhães passou no camarim pré-show e demos um abraço “barônico”. Ele está mais uma vez emprestando uma guitarra para o Andy, de reserva. Bem… Showtime.
Lotado, ingressos esgotados. Muita gente conhecida quando olhei pro público. Estávamos em casa. O DJ Alexandre Cappeli segurou a onda pré-show, com um set incrível. Nossa hora. Instrumentos em punho, “adentramos o gramado” com o público ovacionando. Começamos o show lá em cima com “Synchronicity II” e aí não parou mais. Até o final só pedrada  Chorei em “Every Breath You Take” enquanto cantava. Todo mundo – apesar de ser teatro – cantando, participando, super acolhedores a cada canção. E aí… Inevitável o “Mais um! Mais um!” Eu havia encontrado Menescal na passagem de som. Menescal faria a primeira música do Bis, uma homenagem ao recém falecido João Gilberto (“Chega de Saudade”) junto com Andy, sentados. E depois eu e João entraríamos de novo no bis. Meu querido Menescal, mestre e parceiro. O astral de sempre. Foi incrível. Aí depois da bossa, finalizamos com o trio, cantando “So Lonely” e “Every Little Thing She Does Is Magic“. Sucesso total na largada!
Recebemos o mundo no camarim, Oscar (Osklen) e Nazareth, Liminha, Billy Brandão, Gustavo Camardella, George Israel, Bi Ribeiro, Emilinha e muita gente, incluindo nossas esposas Pati, Janete, Diva. E nossos filhos. Fui pra casa ainda sob o efeito do show e demorei pra dormir. Preparei 4 contratos de show, pra deixar pronto pra emitir hoje com NF e tudo, da sequência da minha carreira solo. Então dormi de 4 as 7. Fiz tudo e parti pro Santos Dumont conhecer nosso avião e partir para o segundo show da tour, em Curitiba. É hoje. Avião muito confortável apesar de termos 7 em vez de 5 passageiros agora. Tá lindo o dia.
Segundo dia: Curitiba PR 30/08, Teatro Positivo! CHEGAMOS! Voo maravilhoso no avião King Air 300, da Helisul. A gente + todo equipamento e malas. Pegamos as coisas e fomos pro hotel. Uma parte da galera foi montar. Nós fomos para o hotel. Uma mala minha com afinador e pedais, ficou no RJ. Vão mandar por avião. Chega às 18:00 no aeroporto Afonso Pena, Curitiba. Ok, tudo certo! No hotel comi maçãs, bananas, canja de galinha, dormi 2 horas só e fomos passar som e ficar direto do Teatro Positivo. Estava um clima de reverberação na passagem de som, ainda sem as 2000 pessoas do teatro. Bem, foi o tempo de chegar minha pedaleira, Daniel o roadie ligar tudo (mandei foto ) e colocarmos o teleprompter. Mas, estava falhando. Acabei pegando meus back ups de folhas com as letras que não sei de cor e prendi tudo nos monitores da frente, no chão. Coloquei mais som no fone. Então ficou tudo protegido. Pedi pra afinar a luz também nos monitores, pra poder ler. E o teleprompter voltou a funciona . Mas deixei por precaução as letras também nas caixas. Luiz operou o teleprompter. A passagem acabou as 19:30. Show começava às 21:00. Foi o tempo de receber no camarim todo pessoal da Helisul – comandante Eloy e família – antes e depois do show. Fizemos fotos, etc, e fui olhar pra ver o público ..lotado! Muito bacana!
Aqueci a voz, fiz inalação, falei com meu amigo e produtor Jerônimo Machado, que estava em parceria com Rubinho no evento. Só gente boa no show. Achei que não superaria o do RJ, na véspera, mas superou. Até porque achávamos que ia estar tipo 500 pessoas, como fiz com Barão em 2017. Mas entramos no palco com o loop que Barone criou de abertura e por algum motivo não funcionou no RJ. Dá um clima ótimo de abertura e é o tempo de entramos no palco e nos posicionarmos. Mas em Curitiba rolou. E bonito! E lotado. O palco é enorme com uma boca de cena pra frente, gigante. Próprio para fazer uma aproximação com a plateia. Foi um showzaço, voz boa e nós 3 tocando juntos a pampa. Várias jams sessions aconteceram durante o show. O público cantou tudo e foi sensacional. Pedidos de bis e voltamos para o grand finale. Depois, camarim lotado!!! Sucesso total. E atendemos 1:30 todo mundo, sem exceção. Cheguei no hotel 00:30, arrumei tudo, tomei banho e levei umas 2 horas pra dormir. Acordei as 5:30, bebi água, etc, dormi de novo até as 8:00. Sairíamos 10:30 mas não consegui mais dormir  Comi a cesta de frutas e desci pra recepção, pra pagar os extras as 10hs. Aí pegamos a van as 10:30 e chegamos no aeroporto. Muito astral o dia. Sol mas com turbulência no caminho. Previsão de chuva em POA. E turbulência no caminho. Não tenho nenhum problema com isso. Mas talvez ao descer, role uma chuva. Bem, deixa chegar mais perto. Aí comento.
Pro show de hoje já esgotaram todos os ingressos. Porto Alegre forte! Vai ser lindo. Até agora RJ e Curitiba foram lindos! Estou no aviãozinho turbo hélice. King Air 300. Tudo calmo e James Taylor no fone. Não consigo escutar The Police agora, pra não confundir mais. Tá tudo lindo! Até lá no show! Passaremos o som e ficaremos direto até começar. Espero que seja ótimo. Aí a gente voltará!
31/08: Chegamos em Porto Alegre as 14:00, chovendo bastante mas o voo foi ótimo. E os ingressos todos vendidos. O show será as 20:15. Fomos no hotel, para um pit stop de 1 hora, e eu e Barone fomos passar o som. Encontrei o roadie – Piquet – que havia trabalhado comigo na Festa da Música – e juntos acertamos as posições dos pedais todos, dos inears, das folhas com letras, do teleprompter, das fontes e dos back ups de tudo. Pilhas, fitas, body packs, enquanto João passava todos os eletrônicos dele, que são o brilho lindo em “King Of Pain”, “Tea In Sahara” e outras. Além de tudo aquele maravilhoso som orgânico na batera. Que só ele tira. Enquanto isso liguei meus pedais: Access (Giannini), Tonne Hammer (Aguillar), Envelope Filter (Aguillar), Bass Chorus (Boss), TC eletronics afinador, Tremolo Vintage, Octave Bass da Boss e mais um compressor da Boss, verde, CE3.
Os baixos da tour são os 2 Sting Signature Basses, iguais, plotados com adesivos diferentes de cada tour que fazemos. Ok, afinamos a luz pras letras e pro teleprompter. Um não podia anular o outro. As letras ficaram nas caixas de monitor, mas não me prejudicou porque além de tapar microfonia (rs), tenho um inear da Seinheiser (levo 3, empresto um pro Andy e o outro fica de back up), fica um back up caso o teleprompter pare. Mas Luiz Paulo operou muito bem esses dias que Renato Costa não fez. É só de garantia também. Andy chegou, Dennis lá tinha passado o som dos pedais e fone dele. Leo Garrido fez um grande som de novo no PA. O cara do monitor era muito bom e somou. Pedi delay e reverb moderados no fone. Passamos 2 músicas, Andy foi pro hotel e eu e Barone ficamos lá, com o irmão dele. Veridiana, amiga minha, levou o pessoal do Beach Tenis e estava na plateia. Showtime.
Lotado! Todo mundo em pé dessa vez. Da outra vez foi Teatro Araújo Vianna. Dessa vez foi no Opinião. E é mais rock. A plateia fez o show crescer muito. E a gente mandou ver. Dessa vez esquecemos o “Cant Stand Losing”, fomos direto pra “Roxanne”. E foi maravilhoso. Acho que foi o melhor dia que cantei. E o fato de ficar perto da plateia, dá um gás pra fazer o discurso rocker. Demais! Viva Porto Alegre. Bis maravilhoso, plateia e autógrafos no camarim bombado, muitos posts elogiosos a nossa energia e felicidade e show acabando cedo. 1 da manhã dormi pra acordar as 7. Levantei, arrumei tudo e saímos de van as 9:30 pro aeroporto. Pegamos o jato, fizemos novos registros, humor tá bom para o quarto show seguido e estamos já de novo entrosadaços. Tempo ótimo hoje. Voo lindo.
Ontem teve o Capital Inicial nesse evento que vamos tocar hoje. Festival 2 Rodas no Autódromo Interlagos. É hoje chegando em SP as 13:00, vamos no hotel e já passar o som as 16:00. E ficar por lá pra começar as 19:00. Domingo, encerramento do festival, com o Call The Police!!! Quer mais!? Que tour linda. Depois, amanhã dia 01/09, vamos sair do Brasil. Fase 2: Uruguai, Peru e Chile. E depois o avião nos pega no Chile no último show pra ir direto pra Tubarão SC, encerrar a tour 2019. É um sonho. Difícil de acordar. Chorei de novo em “Every Breath You Take” e “So Lonely”. Vamos nessa!!!
PS: o voo não foi tão relax assim! Mudança de tempo no caminho. 2hs de turbulência no meio das nuvens carregadas. Enfim, acontece. Escrevendo o testamento. rsrs Tipo citação do filme Almost Famous. “We are gay” would be the last sentence. Rs. No bom humor, claro. A verdade é que quase não pousamos. O teto desceu muito perto do chão, tipo o que mais temia a Aldeia de Asterix, que o céu caísse nas nossas cabeças. Brincamos com a situação E pousamos na maior chuva torrencial. O ! Tudo certo. Partimos pro hotel, 1 hora lá, comprei soro fisiológico pra inalação.
Fiz meia hora, comecei a ver o Jogo do Flamengo no APP do celular. Uma surra. Parece o time de 81. 3×0 no Maracanã. Mostrei o segundo gol pro Andy na van. Chegamos no Autódromo Interlagos as 17:00. Chovendo muito.  Era o show mais esperado do evento do Thierry Figueira. Vai ter todo o ano. Mas motociclistas, domingo, tempestade, o que era pra ser 5000 pessoas foram umas 2000, toda a organização adorou. Já fiz vários corporativos pra ele também. O mais legal, foi um showzaço, super palco com telão passando o segundo tempo do jogo. Fiquei vendo o resto do jogo e ligando minhas coisas com o excelente roadie e técnico de PA. Chamei Rodrigo Rodrigues (guitarrista e super apresentador do Sportv) pra ir no show. Chuva total e ele foi. Vinny, ex-Faustão, também estava na coordenação. Recebemos todo mundo pré-show e pós-show. Um astral incrível. A esposa de João, Janete, foi a SP também. Muito legal. O som do Festival 2 Rodas foi dos melhores que já fiz. Muito bom! Sonzão com Leo Garrido arrebentando no PA. Como sempre, vários pedidos de bis. E a promessa de ano fazer de novo, com o público de sol do dia anterior (rs). Foi muito boa essa parte 1 da tour. Ficamos no hall do hotel depois conversando e fui pro quarto ver o Flamengo. E também tirar tudo da mochila e mala, arrumar tudo de novo, pois na parte internacional vou levar só o necessário numa mochila de mão. Deixaremos o grosso das malas na conexão de Curitiba, pra trocar pro Lierjet pra Montevideo!
Deu trabalho. Mas tudo certo. Dormi 2 da manhã vendo sports, acordei às 7:00. Saímos às 8:30. Cafezinho na recepção, van pro aeroporto de SP, mesmo avião de ontem e já voando pra Curitiba. Tempo agora sim lindo! Pousando lá, faremos a conferência da contagem dos equipamentos. Ontem sumiram e apareceram depois um violão e uma guitarra. Somos 7 apenas. Tudo de olho nas vans. Mas estamos escolados. No Uruguai a primeira imigração com passaporte. Devem ser 2 horas de voo até lá. De Curitiba a Montevidéu. Agora está dando 1 hora. Lá em Montevideo será novidade pra mim. Nunca fui ao Uruguai. Muita água, quinto show seguido. Me sinto bem. Cantei exercitando o diafragma esse tempo todo, sem rasgar tanto a voz, apenas nos momentos mais enérgicos. Fui muito bem. Estava preocupado antes com a sequência, frio, cachecol, etc.
E tocar ao lado de João Barone, vou repetir em todos os textos: é uma dádiva. A pessoa, o artista, o escritor, a generosidade, a calma, o entrosamento, a felicidade, a elegância, a monstruosidade na colocação das notas. Merece sempre o melhor de tudo! Aliás, somos todos escritores nesse trio, cada um à sua maneira. Andy dispensa comentários. É nosso ídolo e fazemos o melhor pra que nos divertamos juntos, porém em função do melhor entre eu, João na célula rítmica e voz, pra que ele se sinta feliz, confortável, e nossa veneração por ele seja correspondida em talento, em musicalidade, e nas caras de troca de felicidade a cada final de música ou improviso. É sempre muito legal. Temos esse respeito. E ele também por nós. Luiz Paulo Assunção é o cara fundamental de tudo na tour. Apesar de sempre tempos surpresas nas estradas da vida,  com Barão, solo, Paralamas, Police, qualquer um, a gente consegue: se divertir, tocar com prazer, estar com bom humor, resolver com tranquilidade quaisquer problemas. Seguir fazendo a tour, ano a ano!
Chegando em Curitiba escrevo mais. E no Uruguai (O SHOW É HOJE, 02/09, no La Trastienda. Estou emocionado! Com esse projeto já fui a outros países: Chile (2 vezes), Argentina (1), Peru (1), Uruguai (1), Paraguai (1) e as portas se abrem, muitas portas! Estou feliz. Não imaginava. Estão vindo convites do mundo todo. É a vibe. A musicalidade. O astral. Temos propostas de todos os continentes agora. E sempre que pudermos, iremos. Fiz a minha vida pra isso. Estou impressionado como as coisas são ótimas quando a vida lhe dá outra oportunidade. Parar com álcool e drogas, foi o start de tudo isso. Dedicação ao interno, porque o externo a gente resolve com talento. Viva a terapia – no meu caso a Susana Biazetto no Centro Vida – a abstinência (para um ser compulsivo como e ) e a família, minha mulher e os filhos, etc.
O sol na janela voltou. Hoje show no Uruguai. Amanhã dia 3/9 vamos a Lima, avião comercial, um dia antes, para coletiva de imprensa (vendendo muito ), e no dia 4/9 show no mesmo país – aonde está acontecendo o Pan Americano – tocaremos no Colégio Santa Ursula. Dia 5/9 voaremos de avião comercial pro Chile, Santiago. E o show será no dia 6/9. Não sei se teremos coletiva de imprensa, pois fizemos ano passado. Todos conhecem a gente. O Teatro Caupolicán será de novo o palco lindo e histórico. E dia 7/9 voltamos ao Brasil de jato. Pra finalizar a tour no Hangar de Tubarão SC. Será lindo. Dia 08/9 Andy e Dennis voltam pra Los Angeles. E depois conto nossos planos para o futuro. Obrigado Helisul e comandante Eloy. Obrigado Luiz, equipe e claro, ao Andy e CTP!
 No avião de São Paulo para Curitiba a viagem foi ótima. No King Air 300. Lá em Curitiba trocamos todas as coisas de malas que íamos deixar no avião, colocamos em mochilas, porque a parte 2 da viagem tem muito voo comercial, e pra facilitar a logística levei só um baixo com pedais, letras, teleprompter e uma mochila com 3 roupas de show, apesar de gostar das mesmas. 2 carregadores de celular com bateria. Mas …..um ….cabo. Chegamos no Hangar do aeroporto de Curitiba, encontramos nosso grande amigo Max Mendes, piloto feríssima de caça e tudo. Ele viajou nas tours 2017 e 2018 com a gente. Dessa vez tinha compromissos. Mas nos levou de jato de Curitiba a Montevideo. Fizemos imigração lá. Estávamos muito cansados, fiz vídeos no voo, dormi o restante.
O show no Uruguai era no mesmo dia dessa viagem, virado. E seria as 21:00. Passagem de som as 19:00 e ficar lá. Quando desembarquei no Uruguai, mais uma sensação de muita felicidade. É o quarto país da América do Sul que vou pela primeira vez tocar. Andy nunca tinha ido também. Nem com The Police. E o que esperar numa segunda-feira de show ? No La Trastienda? Nó sé. Mas no aeroporto já nos buscaram Melissa, Gustavo, Pillar e Alejandro. E fomos conversando no trajeto de carro (20 min) até o centro de Montevidéu. Passamos pela orla no Rio da Prata (que liga Uruguai e Argentina), chegamos na Plaza de Independência, onde ficaríamos hospedados no Hotel Radisson. Bem, tentei dar entrada no quarto, fechadura quebrada. Depois de 30 min consegui. Quarto gigante. Hotel na área nobre de Montevidéu. Lembrei que tinha de sair pra procurar carregador. Esqueci casaco, etc, cachecol e fui de jogging na rua, enquanto os outros foram almoçar. E tava 8graus. Acabei levando um cartão do hotel pra não me perder. Não tinha ainda a diária ou moeda em pesos. Estou comprando souvenires bandeiras de cada pais. Acabei rodando pela redondeza toda – tinha 1 hora pra voltar – fiz fotos na praça, dei uma briffada na felicidade, e voltei para o hotel. Preparei a mochila para o show em 10 min, tomei banho , fiquei pronto e esperei 30 min pra descer e tomar um café beeeem quente no lobby do hotel. O fato de estar sem $ ainda, me deu possibilidade de usar o cartão VISA, que lembrei de desbloquear na véspera de sair do país. Uma sorte. Não almocei , mas comi sanduíches no lierjet, no voo pela manhã. Pensei: como no camarim. Quinto show seguido. País novo. Tenho pouco tempo. Quero curtir!
Testei ver se ia numa livraria bacana, mas estava sem tempo, mesmo sendo perto. Enfim, bora pro show as 18:30. Chegamos às 19:00, já tudo pronto (cada dia eu tenho um roadie diferente, e técnico de monitor também. E iluminador pra colocar luz que não atrapalhe o teleprompter, bem como letras no monitor. Em 4 minutos, com as fotos que tenho mandado com tudo montado, Leo Garrido ajuda os técnicos locais. Eu chego e faço ajustes finais. Mas nunca estive com um som tão bom de baixo na vida. Leo – meu filho – me deu uma dica ótima: de comprar o Access da Giannini. Turbinou. Uso três compressores e prés, além do envelope filter, chorus, tremolo, oitavador e afinador. Levei 3 sistemas de inear, pra Andy também. Mas acabei que tinha três pra mim. Andy não estava usando. Levei 80 pilhas, reserva de fontes, etc.
Mas o pessoal da produção local do La Trastienda era impecável. Atenciosos, prestativos, combinou nossa educação e elegância com a deles. Boa vontade é tudo. A passagem de som agora nessa tour dura 20 min. E “Driven To Tears”, ou alguma coisa que queremos mudar no dia. Geralmente 20 min. Os contratantes amam. Alejandro trabalhava com os Paralamas no Brasil. Bem, tudo pronto no palco. Roadie falando inglês, o técnico morou no Brasil um tempo e ficava do meu lado, pois era um palco-club. Então, em casa!!!
Camarim atrás do palco, tinha só uma cortina de separação, e ficou engraçado. Andy abria a cortina, entrava no nosso camarim – e como nada é por acaso, tinha uma TV passando um especial da segunda guerra mundial, de uma TV italiana. E Barone entende tudo. Fiquei só observando, não comentando nada e pensando: quero tocar! Chega de guerra! Estava apreensivo como estava no Paraguai em 2017, ou Argentina e Chile em 2018. Como reagirão as pessoas? A esse trio? Segunda-feira! Vai encher?
As 20:30 começou a entrar o público. Muita gente!!! Sold out! Lotadaço. E começamos o show as 21:15 depois de eu beber 4 cafés. Nos primeiros acordes, já nos entreolhamos e com público todo em pé, pensamos “ hoje vai ser foda!”. Andy tem estado num maravilhoso humor, como sempre, dentro e fora do palco. Quando começou “Synchronicity II” foi simplesmente uma loucura. As pessoas olhavam, cantavam tudo é surpreendente nesse show, estavam atentos a minha pessoa, por talvez pensarem “como será el cantante e bassista?”. Fiz minhas caras e bocas de sempre, de quem se diverte e se emociona no palco e fizemos, Barone, Andy e eu, um dos melhores shows de todos os 3 anos. E mais, pedidos de muitos bis, voltamos para fotos, para bis, filmei do palco as pessoas cantando “Andy! Andy! “. E saímos em êxtase do palco. Com a produção delirando. Público delirando. Queriam mais e mais! Não é um show caro, estamos sendo hospedados em grandes locais, tendo equipes muito profissionais e somos só 7 viajando. E dá tudo certo!!!
Voltamos ao hotel porque era 23:30 e tínhamos de começar a “fase avião aeroporto normal”, com imigração no Chile, pra depois ir para o Peru. Dia livre hoje. Dormi de 3 as 6, porque fiquei fazendo posts e construindo flyers de vídeos e fotos com meus assessores de internet, Laura Ribeiro e Luis Parente. É muito importante isso. Pedro Antunes faz as filmagens de palco ou fotos, Leo Garrido faz da House Mix, vídeos e fotos. Luiz Paulo também. E eu filmo do palco e depois compartilho tudo, além das centenas de pessoas que entram nas redes sociais pra nos marcar em lindos vídeos e fotos. Falo com todo mundo. Então, pedi FINALMENTE uma carne com batatas fritas no quarto, liguei pra Pati, falamos ao tel, deitei, vi um pouco de internet no cel. E dormi 3 hs. Aí tomamos café da manhã todos juntos, saímos às 7 da manhã de Montevidéu, despachamos o que dava pela Latam – aeroporto vazio, relax, comprei uma camisa do Chile pra mim e dei outra de presente pro Andy Summers, recebi um café de presente do Dennis na fila do avião, derrubei o café no chão (rs) e embarcamos.
Do Uruguai pro Chile, dormi o voo todo. Duas horas e meia. Acordei no final, nas cordilheiras, fiz fotos da chegada (não se comparam as de 2018 no jato). Estou nesse momento no avião indo de Santiago a Lima, Peru .Todos devidamente embarcados. Andy e Dennis nas poltronas na nossa frente. Leo Garrido e Pedro Antunes, nas poltronas atras das nossas. Luiz, Barone estão do outro lado do enorme avião. Chegaremos às 16:30 em Lima. Day Off. Hoje vou dar uma andada de novo. E conhecer um mínimo razoável de mais uma cidade, de outro país que nunca estive. A vida começa aos 55 agora (rs).
Batendo saudades da família nesse momento também. Essas tours, apesar de fantásticas, me deixam com uma responsabilidade interna enorme. Já sei o que fazer de trás pra frente. Mas eles me acalmam. De qualquer jeito, o WhatsApp minimiza um pouco. Pra mim é dedicação total ao trabalho. E a tranquilidade de ter um amigo como Luiz Paulo Assunção, fazendo um belo trabalho, agregando tudo como sempre, pontual, responsável, todos o adoram, só abre nossa parceria e muitos projetos. Estamos mais tranquilos a cada viagem. Sabemos o que temos de fazer já. E ajudar um ao outro se precisar. Mas está tão bacana, que os contratempos não existem mais. Meu inalador ficou em Curitiba. Estou bebendo água direto. Tive de tomar Diptospan (conversado é controlado pelo médico), fazendo sempre exames antes das tours, pra estar com os exames em dia, tomar só se tiver rouco mesmo, tipo afônico para um show agudo num país novo. E o fato do Andy ser um mestre da inteligência e musicalidade, não me deixa – e nem ao Barone – esquecer um minuto nossa admiração, e vibrar com seu incrível senso de humor.
Andy com 77 anos, é um garoto, cheio de história pra contar. É um ótimo contador de histórias desde a época de Eric Burdon, Animals, etc, pré-Police. Eu tenho de me concentrar direito em falar inglês o tempo todo, perco um pouco quando se fala mais rápido ou pra dentro. Mas não é mais um desespero pra mim, pois os intensivos com meu professor Bob, sempre dã uma base pra ficar 24hs juntos e sabemos nos comunicar muito bem. Desde 2012, isso evoluiu muito. E hoje, pois de manter terapia seguidamente com a Susana Biazzeto, trabalho a diversão. Senão o tempo passa. E o direito de ficar em silêncio pra poupar a voz. E isso passou pro show também. Estamos voando. Com todo respeito, quanto estamos nós 3 no palco, fazemos um showzaço que – claro – com apenas 2,3 ensaios, vai melhorando a cada dia. João e eu, estamos muito conectados no palco e fora dele. Eu acho que é um momento da vida muito especial pra se preocupar com perfeições ou erros. A gente sabe o que faz. Mesmo. Países do mundo inteiro estão nos vendo. Enquanto vendo os shows da estrada da carreira solo o tempo todo na estrada, vamos cuidando desse lindo projeto, ou de outros como “ Cazuza em Bossa Nova”. Acho que no fundo, sempre bate ansiedade antes da chegada do Andy, porque passa 1 ano, até a nova vinda. Então é normal. Apenas normal. Estamos vivos. Mas, evoluídos, agora é só diversão. Volto a dizer, todos na equipe tem muita importância . A educação, a presteza, a vontade, e a praticidade pode nos levar a muitos países em 2020.
O que quero escrever aqui  é APENAS mostrar os diários de uma parte da vida dedicada à música (não os 38 anos dedicados à música e sim de 2005, quando parei com álcool e drogas. A dedicação à vida, ao respeito, a estilo musical seja ele qual for, é manter uma linguagem universal e que pode ser de um punk rock pub solo – ou com Andy – até um teatro lindo, enorme, com todos sentados e depois no final do show em pé, aplaudindo a entrega no palco. Não precisa de luz mirabolante, nem de equipe enorme, tocamos juntos, perto uns dos outros. E a tendência – mantendo a saúde física e mental em dia – é fazer o projeto andar.
Chegamos em Peru as 15:30 hora local. Imigração demorou um pouco. Passamos todos os equipamentos no raio x, explicando que não tinha drone, etc. Estavam nos esperando lá fora – Luciana – mas lá dentro houve esse pequeno entrave, resolvido pelo Luiz por telefone e por nós todos ajudando a carregar tudo. Tudo certo. Cada um no seu guichê individual, se resolvendo sozinho depois, com passaporte, explicações e visto, quanto tempo lá, qual hotel etc. Mas foi tudo bem. Quando saímos estava astral, frio, nunca estive aqui antes, mas meu amigo Rodrigo Duarte do Barão e Frejat, estava há 2 semanas atrás operando som nos jogos Pan-Americanos. Mandou vários cartazes das ruas, com nosso show. Expliquei no carro da produção que ele estava lá. Assim como falei de Arrascaeta no Uruguai, também falei de Guerrero e Trauco aqui no Peru. Claro, todos do Flamengo (rs). Torceram no Peru contra o Fla, a favor do Inter, mas não deu. Fomos eu, Luiz, Luciana, Dennis e Andy num carro.
Nos 45 minutos de trajeto fui na frente com o motorista e conversando sobre os cassinos, os presidentes presos, etc. Chegamos no hotel as 18:30. As 20:40 combinaram de jantar. Já estou cansado e fui na academia do lado comprar maçãs, bananas, sanduíche natural e muita água. Antes disso fui pro quarto levar o baixo (essa parte da viagem não tenho back up reserva) e troquei as cordas. Levei no quarto do Léo Garrido e ele levará amanhã pra passagem de som. Estou me poupando. Muito frio. Saí na rua pra dar uma volta e quase congelei . Vim aqui cantar. Tenho de cuidar disso . Andy chamou pra jantar ,olhei pra ele e ele riu, já sabendo que eu não ia  O mais legal é que ele valoriza isso. Estou gripando um pouco, CNN só passando o Hurricane nas Bahamas e estou aqui – 2 hs mais cedo que o Brasil – fechando 38 shows. O WhatsApp só funcionou no hotel. E abriu tudo de uma vez rs.
O baixo esta com um sonzaço! Muito bom mesmo! Escolhi os pedais certos! Então, amanhã devo ir dar uma passada por Lima, talvez sozinho, não forçar a voz nem vento da praia, e a partir das 19hs ir para o Colégio Santa Ursula, fazer nossa passagem de som até as 20hs e começar o show as 21hs. Esperamos que seja mais um petardo. Está sendo de novo muito gratificante, cansativo, porém inesquecível. Conhecer os países, mesmo que sejam nos belos trajetos entre aeroporto, hotel, local do evento, lojinhas, etc. Tenho afinidade total com Luiz. Não preciso fazer média com produção a não ser como já sou, converso o tempo todo, faço piadas, e sim, preciso ficar quieto depois. Portanto jantar coisas leves antes de dormir. Pelo menos nessa tour, que se repetirá devido ao sucesso. Uma honra saber que eu e Andy também já estamos desde 2012 trabalhando juntos ! Falei pra ele no aeroporto hoje: “sabe como é um português, ”We Are Together“? . TAMO JUNTO! Ele repetiu . Foi engraçadão.
Hoje, descansar as 23:50, acordar a hora que quiser e fazer um show impecável, cuidando da voz o dia todo. Não pode dar mole. Não significa não curtir. E sim curtir os momentos certos. Os posts que resolvi criar com minhas assessorias estão fantásticos. Respondo a todos! Com o mesmo carinho que tratam a gente. E por aí será amanhã, dia 04/09, esperando sair do show com os mesmos comentários que escutei hoje sobre a minha pessoa no show do Uruguai, pela produção, público, etc. Não vou comentar o que falaram de bom, apenas reforçar que – shows de tacada – com um ídolo, prefiro trocar ideias durante os trajetos o dia todo, e não tentar abraçar o mundo com tudo ao mesmo tempo agora. Falo muito. Um jantar na hora errada pode destruir a voz bum show agudo num país frio. E ainda faltam 3 shows, muitos relacionamentos com produção, roadies novos, técnicos e público pós-show, porque esses faço questão de estar junto atendendo. Então, turismo será com minha família ou em outros países. Aqui vim fazer dar certo, funcionar o show. Show sem baixo até vai. Sem voz, não. Então sei bem o que vim fazer aqui. E apesar de adorar trocar ideias com Andy – sempre engraçado – temos nossos momentos. E Luiz Paulo está arrebentando! Mais uma vez. Bora dormir e ver amanhã dia 04/09 como será!!! O diário conta TUDO!
Yeah! Dormindo uma média de 3 em 3 horas, cheguei a 7hs nessa primeira noite no Peru. Acordei sem noção da hora, achei um canal brasileiro na TV, mas eram duas horas a menos, e então despertei com a claridade. Tomei café, e fomos fazer tour pelo centro de Lima, aproveitando pra tomar um café no Cordano e andar bastante pela área onde estava havendo um protesto da classe trabalhadora numa das praças, e ao mesmo tempo uma parada militar tradicional, dentro do palácio presidencial. A América do Sul está num momento muito difícil. Andamos então fazendo registros com Nataniel, que nos explicou um pouco sobre tudo lá, assim como também demos nossa visão sobre o que estava acontecendo no nosso país. Afinal, em comum, muita gente presa, muita corrupção, Jogos Pan Americanos. Que aliás, foram bem sucedidos, com a melhor participação da história da delegação Brasileira, ficando atrás apenas da equipe dos USA. Então falamos disso muito no Peru, em geral, nos bares, etc. Aconteceram nos 2 países em sequência, e ontem Paolo Guerrero classificou o Inter para a final da Copa do Brasil. Aonde eu passava se falava também de futebol. Aproveitei o fato de ter tido 2 jogadores da seleção peruana no Flamengo e trocamos ideias sobre Trauco, Copa América, Guerrero, etc. Enfim, passamos para o lado da diversão e dos papos em astral. E todos muito prestativos (da produção TQ a equipe técnica local). Pessoas maravilhosas.
Essa volta de manhã pela cidade foi importante, pra mim principalmente, porque me poupo de muitos acontecimentos de jantares, etc, cuidando da voz, fazendo exercícios vocais e geralmente como os shows são em sequência, é o velho ditado da estrada  viu van entra, viu comida come, viu cama, dorme. Com o day off, dormi mais cedo e mesmo dormindo mal, fiz questão de sair pela cidade no dia do show. Nem eu, nem Andy conhecíamos o Uruguai, ou Peru. Nossa primeira vez lá. Formamos a turma e demos 3 hs de voltas pela cidade. Eles foram almoçar no Catacumba – muito bom tradicional e classe AA – e eu fui pro hotel as 15:00, pra sair as 17:30 pra passagem de som. Deitei, alonguei, bebi muita água e fui para o local do show antes, 17:30 conhecer meu roadie ,ajudar a entender como monto as coisas, e fiz o som do inear com Leo Garrido + o técnico de monitor que esqueci o nome. Não havia sidefield lateral dessa vez, então aumentei o monitor, dei um gás no Tonne Hammer, no Access, no Boss CE3 e até no Envelope Filter. Geralmente uso o envelope só pra ligar no Invisible Sun, ou Driven to Tears. Como trocamos o Invisible por Bed’s too big without you nessa tour, eu usei nela. Na hora da Jam. E deixei um pouco mais de som no amp também, sem alterar muito pra frente e não atrapalhar o som do teatro (PA). Cabiam umas 1200 pessoas no Auditório do Colégio Santa Úrsula. Com 800 vendidos antecipadamente , o sucesso seria total . E eu queria estar preparado. No hotel , fechei contratos, fiz vídeos para chamadas de programas novos da GLOBO que precisavam de cenas no palco, e resolvi andar os 2 minutos a pé até o show (rs). Na passagem de som rolou depois uma pequena Jam Session com Murder By Numbers. Filmei um pouco o João e Andy, pra ter conteúdo . Sem tocar . Pedro Antunes ia registrando todos os vídeos e fotos da viagem também . Leo Garrido da frente tb. Luiz Paulo, estando operando o teleprompter dessa vez, ao meu lado no palco, fez belos registros desde o show de Curitiba. Todos filmam, se ajudam , muito bom.
Passamos em 15 min o som, voltamos ao hotel depois de conhecer os belíssimos e preparados camarins, peguei mais águas, café, partimos todos para o hotel Pullman as 19:00.
Show marcado para 20:00, passou para 20:20. Então saímos do hotel as 20hs, ficamos rindo e contando histórias no camarim, recebemos o prospecto do show, muito bem feito por sinal, estilizado, com 8 folhas, fotos, etc..e o primeiro sinal do teatro tocou . Camisas, calças, pilhas, body packs presos nas calças, fone dentro da camisa, combinei com o roadie ( meu xará Rodrigo) que ele poderia me entregar o baixo, ou com afinador apertado, ou com volume desligado . Tanto fazia. Entrou o loop de batera criado pelo João, que prepara nossa entrada mágica no palco . O lindo teatro estava lotado . Entro com meu cel no bolso, e na segunda música coloco na pedaleira. Pra filmar do palco . Quando entramos, muitos jovens também , quarta feira lotada, muito “ policemaníaco” em porta do hotel que já me pede autografo nos discos (rs). E me seguem no Instagram. Muito legal. As pessoas quererem ver o Andy ! Nós também . E aproveitamos e mostramos nosso “ trabalho – diversão – veneração . E Paralamas é conhecido na América do Sul. O fato da plateia me ver dando a primeira nota do show lá em cima, deixa já muita gente me olhando em “Synchronicity II”. Isso impressiona. A letra inteira é aguda. E tenho como mestre o Sting nessa arte. Tento fazer a primeira o mais dentro do que tem de ser a voz perfeita. Misturo 2 interpretações . E solto mais o baixo pra mostrar que o Call The Police é diferente também . Venho de outras praias. Portanto, em 4 minutos de música tento passar técnica , manter a melodia da versão 83 e mudar só na parte 2 pra versão 2008 ( ao vivo quase ninguém lembra como era a tour deles de 2008, a última), alma , não exagerar, mas rasgar um pouco as notas no D, na parte “C”, “ He Sees The Family Home Now…”, e no refrão voltar a técnica alta em “ Many Miles Away”.. na hora do solo do Andy (igual as nossas 3 tours), largamos o osso e o show engata no CALL. Muita gente depois dos shows está virando fã do nosso jeito de tocar e se divertir no palco . Muita mesmo. Sem rasgação de seda, os comentários fora do país nas redes sociais estão maravilhosos. Claro,no Brasil nem cito. Somos conhecidos. Mas lá ?
Desde 2017 ganhando fãs. Muitos fás. E existem muitas bandas pelos países todos que veneram The Police. Hoje, disseram pra gente que a nata do rock peruano – e da música em geral – estava lá. Não conseguimos conhecer ninguém. Ok. Fica pra próxima. Eu ontem cantei endiabrado, João tocou muito, Andy falando espanhol como nunca ! E a plateia só sorrisos . Que bom foi ver isso. Mesmo cansado, o palco te dá essa sensação de “ aqui sim. Deixa com a gente . Ou melhor : vem com a gente”. Se Andy gosta de estar conosco, imediatamente a plateia repara isso na primeira música . E nós também . Se no Uruguai, João fez um texto em espanhol, eu ontem fui o responsável por falar os textos durante o show.
Emendamos 1:30 de show, no final todo mundo em pé urrando ao som de “ So Lonely “ e “ Every Little Thing She Does is Magic”. Uau! Em Lima, no Peru !! Uhuuu. No final do bis, atendemos alguns na beira do palco , mas fomos receber mesmo a produção e depois de trocarmos a velha ideia no camarim, trocar camisa, etc ,  nos levaram para fotos ao ar livre, com a plateia . Foi espetacular quando abriu a porta do pátio . A maior galera ! Fotos, autógrafos , simpatia de todos e dali o dever estava cumprido e a missão plantada. As musicas que são de Sting, Summers e Copeland, sim, estão bem representadas por nós cada vez mais. Com gás e a certeza que esse é dos melhores projetos de nossa história e que ontem, me lembrei de dizer que eu e João éramos sortudos de termos sido escolhidos para tocar e ter uma banda com nosso ídolo do rock, e que mesmo assim tínhamos uma longa história no nosso pais, sem ser ligada a covers e sim, éramos de 2 das maiores bandas da história do rock nacional de todos os tempos. E que estar ali era realizar um sonho . Sim, quem tem um sonho não dança .
2 minutos até o hotel, vi o programa do Bial com FHC e Randolfe Rodrigues, uns gols do campeonato , jantei sopa, arrumei mala, apaguei as luzes e dormi , de 00:30 até as 5:15.
As 6:40 saímos do hotel . Eu, Andy, Barone , Luiz e Luciana numa Van. Equipe na outra.
Destino ? Aeroporto de Peru ( muito enrolado) e depois avião para Chile, embarque 8:30. Despachamos tudo , comprei souvenirs pra família e fomos todos para a imigração . Por problemas de passaporte, Luiz e Pedro foram com visto de turismo. Passaram rápido . Eram umas 8 da manhã quando – depois de passar pelo raio X com bagagens relax ( perfuraram só se eu queria beber o galão de água que levei, pois ia parar ali mesmo (rs). No bom humor , respondo que não , não !! Vou explodir se beber isso . Muitos risos. Até ali……porém……..eu , Andy, Barone, Leo Garrido e Dennis fomos encaminhamos a Polícia Federal, juntos, depois de estarmos cada um num guichê de saída um perto do outro e perguntarem a nós sobre a NF ( que tínhamos em mãos com as taxas pagas 15% , um recibo dado pelo contratante ). Só que constantemente acontece isso . Tínhamos meia hora pra. Resolver tudo. Fomos direto para uma sala, e a atendente explicou q precisávamos de um outro papel, da companhia do show, que passasse pela outra parte policial .
Pronto .
Lá estávamos cedo , elegantemente falando e sendo tratados, porém , nos embarreirando. Começou o tal de mandar WhatsApp pro Luiz, porque só funcionava o tel do Barone para isso. Explicamos, Luiz entrou em contato com Luciana ! Enquanto isso , estávamos sem saber se perderíamos o voo. Esse começou a ser o stress…..Faltava meia hora pra embarque pro Chile. Falamos q isso não era problema nosso , ela entendeu , mas tinha de cumprir o protocolo , junto com o chefe.
Ok. Até aí pensamos, não temos show hoje. Andy tinha gostado das minhas 2 sacolas que comprei de Machupichu, e falei , uau, o máximo que podemos fazer é: ficar aqui pra outro voo, ou vamos voltar para o Peru e pegar logo o caminho pra Machupichu (rsrs). O show no Chile é só amanhã ! Presos não seremos. Era só vir o doc certo. Então . Aguardar as partes se falarem , Luciana da produção do lado de fora, mandou uma carta pra companhia geral que cuidava disto, e estava tudo caminhando . Inclusive o horário do voo rsrs.
Luiz, do outro lado do Free Shop, griladão. Mas tudo deu certo. Fomos respeitosos e educados com eles, esperamos, eles estavam educados também,  nos preparamos para planos A,B, C, D e até ir para Machupichu e quem sabe voar pro Chile no dia seguinte, 06/09, dia do show. Era Day Off ! Ok, vamos aguardar . Chegou o tal papel carimbado, fomos ainda no novo guichê com o funcionário e ….liberados ! Portão 21! RUN!
16 minutos para embarcar. Todos dentro do avião. São 10:25 agora. A caminho de Santiago do Chile. Parabéns a todos e let’s do do do it !!!! Vou preencher a ficha de imigração no Chile e tentar dormir ! Tem coletiva às 17hs.
05/09 as 13:45 local time Chile. Tempo lindo fora do avião . Estamos em procedimento de descIda. Resolvi colocar um “ What a Fool Believe” do Doobie Brothers. Adoro pousar com essa canção, ou com “ Wasted on The Way”, do Crosby, Stills & Nash. As vezes “ Take It Easy”, do Eagles. Ou “ Raptme Camaleoa”, de Caetano Veloso. Me lembra época boa. Gosto de começar o procedimento de descida, com músicas calmas, melodias belas, agora “Jealous Guy”, do Lennon, “Every Breath you take”; do Police, “ Walk On” do U2, “ Fire And Rain” com James Taylor.
Estamos curtindo o silêncio de um vôo tranquilo da Latam, depois do ocorrido no aeroporto de Lima. E o avião quase todo dormindo . Nessa hora, escrevo só pra fazer sentido o livro é a existência do real espírito que me traz até aqui. Escrevo pra mim. Pra poder estar conectado . Sabemos que essa tour é muito legal, não é pra públicos de mais de 2000 pessoas ( nem Sting tem feito isso), é um projeto sofisticado, com muitas perspectivas de aumento de países e cidades. Estamos em crise em muitos países. Muitos pedem o show. Vamos fazer Panamá, Venezuela, México, e alguns teatros quem sabe na Europa e USA. Querem na Ásia também . América do Sul está num momento difícil. Estamos fazendo show de segunda a segunda em minha carreira solo, e aqui com Andy também . Manter o sonho vivo de estar no palco tocando, convivendo com Barone – como falei anteriormente nas tours 2017/2018, só nos faz mais amigos e ter o prazer de tocar . Claro, fizemos shows maravilhosos em 2014,2015, eu e Andy , pra 10.000 em Macaé, pra 6500 pessoas na praia de Icarai em Niterói. Mas escolhemos cada vez melhor o que renderá melhor pra gente, não financeiramente e sim pelo prazer. Luiz Paulo pensa assim também. Temos muitos lugares que querem, o Police é uma banda venerada, com um público mais sofisticado, mas com umas 10 músicas que ficaram entre as mais tocadas da história do rock. Então, vamos ano que vem de novo ? Sim. Todos queremos. Se for pra 2500,800,500, 5000 pessoas, ou festivais, tudo ok. Estamos prontos. Realmente prontos. No clima. Cansa. Andy cansa . Eu canso . Todos . Afinal, 10 shows seguidos é sempre uma loucura, em países diferentes . Com estrutura mais enxuta, porém impecável . O humor do Andy é lindo, é isso torna tudo mais fácil, pois combina com o nosso . Ele vive a vida. Conforto ? Hotéis legais? Claro. É o mínimo que se tem pra se ter um mostro desses na guitarra rodando o mundo sem nem precisar de dinheiro . Gosta ! É como nós. Adoramos ser o que somos, construir a ligação entre o improvável de dar certo e a magia de correr tudo bem. A música salva . E Luiz Paulo torna-se o elo principal de tudo isso . Nunca vi nada igual em 40 anos de carreira. Não à toa ficamos amigos. Agora somos mais amigos no mundo, com os Kids, Barões, Frejat, Miquinhos, Britos, Leo Jaime, Blitz, Lobão, o meio musical com quem toquei e cheguei até aqui.  Todos nós somos gratos a poder trabalhar, não se omitir e ir em frente ….
05/09/19 – Chegamos no Chile ! Segunda vez no país maravilhoso com essa tour no Teatro Caupolican com os produtores Bel e Santiago ! Alguns problemas na chegada . Sumiu um ticket de bagagem de som. Mas Pedro Antunes resolveu muito bem. E aí entramos no Chile. Fomos recebidos eu e João por um fã com cartaz com foto e foi bem legal. Fomos pra van. E chegamos no hotel Crowne Plaza. Com Starbucks na recepção . Café!!! Foi uma chegada ótima . Entrevista coletiva às 17hs. Chegamos às 16 no hotel. Ok, CNN, e outras e foi muito bacana a entrevista . Estávamos MUITO bem humorados, perguntas para todos sobre tudo . Depois subi pro quarto .
Eu me preparei pra dormir 12 horas, não saí nem pra jantar com eles, nem pra almoçar no dia seguinte com nossos amigos do The Cops ( mas troquei ideia com eles todos no WhatsApp, explicando que ia me poupar! Eles já nos conhecem . E fiquei o dia todo sem celular . Acabei criando posts no quarto, falei com a família, e muita água. Vi o jogo do Chile e Argentina na TV. E as 2 apaguei. Acordei 10:30 com Luiz me ligando pra ver se eu queria almoçar na casa/clube de polo do Pablo , do The Cops. Eu disse que não dava, meio gripado. Luiz e Dennis levaram águas e a Ceasar do Starbucks, antes de ir pra lá almoçar . Cada cavalo deles tem 5 milhões de dólares. Ele foi um investidor q vendeu a empresa , tem uma banda de Police, já conhece todo mundo da banda e virou fã do CALL THE POLICE. João me mandou fotos do estúdio, da casa. Eles têm tudo de equipamentos de todas as tours do Police. E eu até queria ter ido . Pablo me enviou fotos do clube. Ele, David Velasco e Rodrigo , se tornaram nossos amigos . Eu realmente fiz a coisa certa.
O único dia em que dormi muito ! E a logística pra dia 07/09 é virado pra Tubarão SC.
Hoje é 06/09, e acabei saindo do lado do hotel as 13:30, pra fazer compras em um shopping com lojas musicais ! Comprei 3 correias, achei uma maravilhosa chamada “ please, mantenha afastado”, da polícia chilena ! Oficial ! Ok. Comprei pra manter afastado os loucos do palco rsrs : “ Dont Cross The Line”, dizia a faixa. Mas não usei no show não . Comprei palhetas, correias , pouca coisa . E João comprou um tambor raríssimo da Tama (que me mostrou) por e-mail a foto, depois do almoço. Eu dormi de novo de 14:00 as 17:15 pra sair pra passagem de som .
Descemos , entramos na Van as 18 e no meio do caminho Andy lembrou que esqueceu a guitarrra. Saltamos eu e João e pegamos um táxi com Santiago , o produtor , enquanto eles voltavam no hotel. Acabou que Andy ficou por lá no hotel . Eram 19:00 quando cheguei ao teatro . Fiquei excitado . Falei o dia inteiro com os fãs na porta do hotel ( foram TODOS de novo à noite) e lá no teatro com todo mundo ! Fiz fotos a tarde na porta do Teatro , com João e sozinho. Da outra vez entramos por trás , e não vi o local por fora. Final de tarde lindo e frio. Estou bem ! Quero tocar ! João entrou pra passar a bateria. Fiz selfie vídeos para um possível programa de TV que vai inaugurar . Todo show estou fazendo . Deitei no chão da entrada do Teatro na Logomarca. Fiz mais vídeos e fotos  dentro do teatro com seguranças, bilheteiras, etc, funcionários . Aí fui para o palco, mas antes filmei da House Mix João tocando , passando o som. Eu e Leo Garrido . Aí chegou minha vez. Passei baixo e voz. Som meio ruim, não pedi nada no fone porque o cara tinha má vontade ( monitor) e acabei ficando apenas eu e o roadie como amigos e parceiros . Ensinei o q faltava pra ficar 100% ok. E relaxei .  Será do jeito que for. Dennis passou o som do Andy , e João voltou pro hotel . Eram 20:00. Eu preferi ficar no camarim , trocando ideias com todos , depois me tranquei , fiz exercícios vocais , e fiquei em silêncio !
Público cheiaço era a previsão , mas QUASE que o show cai uma semana antes por pouca procura. Ia ser a maior roubada. Deu tudo certo. Fizemos fotos com os fãs antes do show . Andy estava ótimo , eu tb, João idem e só nossa equipe passou sufoco a tarde . Mas resolveram tudo. Aí entramos no palco as 21:15. Ovacionados. Surpreendente o som mesmo sem a pressão no palco – dos shows anteriores – por terem esquecido o seidfield lateral – estava bom. Trouxe a caixa de baixo pra perto de mim. E liguei os pedais . Tirei o som do monitor, fiquei com um pouco de voz seca no fone, pedi a guitarra do andy no meu monitor de chão . A plateia estava muito feliz qdo começou o loop intro de entrada . Da outra vez no Chile eu estava muito mais nervoso . Agora estamos tirando de letra! O show foi muito bom!!!!! Muito bom!! Andy estava muito feliz. Foi de lavar a alma.
Essa nossa equipe , por logística aérea, era menor do que 2018. 4 pessoas a menos. Não tive back up de baixo , mas nada ia me desesperar . Um baixo , um amp, um fone e muita animação e troca no palco !! Foi muito melhor que 2018. Impressionante!!! Depois de dois bis lindos , agradecemos, ficamos 18 min no camarim atendendo fãs e partiu hotel!
São 23:30….
Sairemos 00:45 pro aeroporto do Chile direto pro Brasil. Uma nota triste no aeroporto. A mãe do comandante Eloy faleceu ..ficamos tristes. Ficamos no aeroporto até 3:15 qdo embarcamos na GOL. Eu , João e Andy juntos, enquanto resolvia-se despacho , etc . Depois….. Imigração tranquila . Passei em 2 min junto com Leo Garrido e Pedro…….aí apareceu o Joao …….mas……o q não sabíamos era q Andy e Dennis não repararam seus passaportes . Estavam trocados !!!! Rsrs E o cara da Polícia deu o carimbo mesmo assim . Aí deu confusão e a culpa não era nossa . E também , já indo pro Brasil, de GOL ( cliente Ouro), embarcamos e esperamos Luiz, Andy e Dennis entrarem no avião. Andy entrou rindo
O chamei de Dennis! Rs Aí tudo ok .
No aeroporto eu avisei q eram 2 aviões conexões em SP, Floripa e Microônibus pra Tubarão SC, para o último show ! Que será tarde ,23:45. Andy não gosta! Mas já tá sabendo que será tarde . No dia seguinte ele vai pra LA com Dennis. De SP. E nós seguimos pro RJ. Depois de 10 dias frenéticos ! Home!
Sobre o show tarde . Expliquei que era mais por conta da $, pagando uma parte de nossas inúmeras roubadas ou riscos. Fazia parte. Mas falamos que ele tem o dia inteiro pra descansar , não precisa passar o som, e bora terminar a tour ! Eu e João estávamos tirando sarro da situação e Andy SEMPRE bem humorado . Eu que costumo dar as notícias de mudança de última hora pra não antecipar a roubada . Luiz deixa mais pro final a notícia. Só que já era o final . Rs.  E também , o fato do ocorrido com a mãe do comandante Eloy, foi uma explicação mais do que convincente .
Mas no trecho Tubarão – SP – RJ provavelmente vamos de Helisul. Talvez . Nossas malas e baixo, ficaram desde 02/09 no avião deles, qdo descemos no Uruguai . Então , partiu mais avião comercial . Estou no avião , escrevo as 3:59 isso tudo no caminho pra SP. Depois 1:45 de espera no aeroporto SP pra ir pra Floripa, e depois 1:20 de microônibus pra Tubarão SC . Jogo do Fla hoje 07/09 as 17hs. Passagem de som as 20hs. Vou conseguir ver tudo !!! E show as 23:45. Bem , conto mais quando chegar em Tubarão ! No hotel ! Rs
Pousando em Sampa ! Imigração no Brasil agora. Depois voo pra Floripa. E Van pra Tubarão . Acrescentando sempre , que esse projeto é parte de nossas vidas individuais, uma sorte, prazer , mas temos nossos caminhos individuais logo a seguir. E isso nos dá a autonomia de nunca parar de criar, e poder homenagear nosso mestre , com a certeza que todos nós temos muito a fazer sozinhos. É uma diversão , muito concentrada. É uma descoberta de um mundo novo, os improvisos todo dia são a prova viva disso . Mas a vida segue . E agora falta o último show desse ano . Portanto não é despedida AINDA.  Só amanhã dia 07/09, ou dia 08/09. Na sequência continuo meu trabalho de rádios do disco novo, dos shows solo, da continuação do doc Trem Bala ( sobre a minha vida no Music Box Brazil, que está 99% finalizado), as palestras , o projeto Cazuza em Bossa Nova, com Menescal e Leila Pinheiro , “ Faz Parte do Meu Show”, que vem bonito por aí . Em plataformas ! Isso tudo lá preparando um show com mais de 40 artistas, festival de rock no Marina da Glória pra 19/10 com a Peck Producões . É o primeiro festival que terá no MESMO line up, Rodrigo Santos, Frejat e Barão, em dias diferentes . Meu dia é junto com Moska e Nando Reis. Pretendo terminar o livro ali. Já tem muito!  Mas….já estamos preparando o show de hoje despedida 2019 e Call the Police around the world em 2020. Março abril ou maio. Pode ser q eu espere mais um pouco pra lançar com tudo isso aind !!! Bora !!
Viva a estrada ! Saudades de casa ! Tudo ao mesmo tempo agora!! Ficamos 1:30 no aeroporto, fiquei mais colado no Andy em SP, pra embarcar pra Floripa. Andamos juntos sozinhos e trocando ideias. 9:30 partimos ! Encontramos todos , nos juntamos e dessa vez dormi igual criança no vôo, batendo cabeça e tudo. Foram 50 minutos de voo. Relax . Chegávamos em Floripa as 10:30. O ônibus demorou um pouco por conta dos protestos contra o governo . Aliás….América do Sul toda. E então , um cafezinho, uma lembrancinha aqui e acolá, e chegou o bus. Agora funciona o WI-FI !!! No Brasil voltei a ter a qq hora. No ônibus pra Tubarão , todo mundo em silêncio , estrada boa, calma, e o diário de bordo continua. Lembrando : escrevi no avião, no ônibus, etc. São 13:16. Silêncio sepulcral ! Vou ver uns posts q ficaram pendentes, responder a todos, atualizar o Chile, e também preparar para descansar até o jogo do Fla a tarde . Tudo indo muito bem, a não ser ter saído do Chile virado as 3:00 e estar ainda as 13:16 acordado . Mas é o último e estou tb feliz, empolgado . Portanto , escrevo até minha cabeça cair no colo de novo rsrs . Em 40 minutos chegamos a Tubarão ! Só quero ver a despedida hoje ! Mandei muitas fotos pro Andy do avião! Estamos já com saudades, ao mesmo tempo cansados e satisfeitos. Vou falar hoje ainda dá despedida e do show final, já adiantando que no primeiro semestre do ano que vem tem mais!!! Andy é um herói da resistência , do bom humor, e das tiradas sensacionais. Muito foda!! Our hero!
Chegamos Tubarão SC, muito cansados. 2 horas de microônibus. Chegamos no hotel, dormi um pouco , vi a vitória do Fla e fui passar o som com Barone. O show no Hangar linda casa e mesmo lugar que fiz o meu antepenúltimo show com Barao em 2017. Tinha foto da gente no camarim até. Andy estava cansado. Não passou o som. Ficamos até 21:00 lá , acertei meu som, fiz os últimos registros. E também deixei um back up de letras. Som muito bom no Hangar . Primeira linha de equipamentos . No show do Barão estava vazio . Nesse estava mais cheio. Mas não lotado .
Comecei o show com Sync 2 cantando com raiva e muito bem. Choquei a plateia . Eu e Barone tocamos muito !!! Andy entrou no clima. E foi um showzaço . Usei minha total força e técnica para o last show. Fiz misenscene com Andy e o show acabou 00:30. O bis foi ótimo!
Chegamos no hotel, fiz fotos com João e patrocinadores e dormi as 3 da manhã vendo TV. Acordei às 10:40. Respondi 98 e-mails de shows . Hoje é domingo 08/09. Nossa HELISUL está de volta ! O jato pronto ! Procedimentos feitos! Embarque as 15:30. Papos engraçados no avião . Andy achou um aparelho pessoal de 82, que tinha perdido no RJ, no hotel. Estava hoje de novo com ele!!! Feliz volta !!
Sampa!! Luiz e Andy e Dennis saltam para Andy ir de SP pra Los Angeles. Foi demais! Fizemos fotos de despedida. Ano que vem , 2020, tem MAIS!!! Partiu RJ aqui na Helisul, com 6 passageiros : os 2 pilotos, eu, Barone, Leo Garrido e Pedro Antunes!
Até já !!!! THE END!
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29.08 | Rio de Janeiro, RJ (Teatro Oi Casagrande)


30.08 | Curitiba, PR (Teatro Positivo)


31.08 | Porto Alegre, RS (Opinião)


01.09 | São Paulo, SP (Autódromo de Interlagos)


02.09 | Montevideo, Uruguai (La Transtienda Club) 


04.09 | Lima, Peru (Santa Ursula)


06.09 | Santiago, Chile (Teatro Caupolican)


07.09 | Tubarão, SC


Algumas matérias que saíram na imprensa sobre a tour:


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